Mostrando postagens com marcador engenhão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador engenhão. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de agosto de 2007

Erro em projeto faz Rio-07 gastar R$ 21,6 milhões a mais

26/08/2005 - 10h59/SÉRGIO RANGELda Folha de S.Paulo

Erro em projeto faz Rio-07 gastar R$ 21,6 milhões a mais

Por ter sido projetado com uma raia a menos do que o recomendado pela Iaaf (entidade que comanda o atletismo), o estádio João Havelange, em construção pela Prefeitura do Rio para ser usado no Jogos Pan-Americanos de 2007, vai ficar R$ 21.565.466,68 mais caro para ser adaptado às normas da entidade.Esse é o valor autorizado pela prefeitura para a construção da pista de atletismo com nove raias, conforme pedido da Iaaf, feito em setembro de 2003, três meses antes de a obra começar, e das modificações na estrutura do estádio decorrentes dessa alteração.Pelo projeto inicial, a pista de atletismo teria oito raias (praxe no esporte). Depois da inspeção da federação internacional, os dirigentes da Iaaf alegaram que a inclusão da nona raia deixaria a pista semelhante à utilizada nos Jogos de Atenas-04. As nove raias são necessárias em competições de grande porte para reduzir o número de provas eliminatórias, segundo a Recoma, empresa responsável pela construção da pista.O custo inicial do projeto era de R$ 160 milhões, mas já foi superado. Embora a construção da estrutura física do estádio tenha chegado próxima da metade (48% foram executados), a prefeitura diz que o João Havelange vai custar ao menos R$ 224 milhões. O acréscimo se deve, além do problema da raia, à alegada valorização de outros serviços.A inclusão de mais uma raia obrigou os engenheiros a mudar significativamente o projeto. O anel, a altura e a angulação das arquibancadas tiveram que ser modificadas durante as obras.Segundo a RioUrbe, empresa da prefeitura que realiza licitações e fiscaliza o andamento das obras, "houve necessidade de acréscimo na altura e no afastamento das arquibancadas, assim como o redimensionamento de peças estruturais pré-moldadas e das áreas do campo e da pista de atletismo para atender as exigências técnicas da Iaaf, da Fifa e da CBAt [Confederação Brasileira de Atletismo] relacionadas aos pontos focais e linhas de visibilidade do público". Pelo projeto, todos os torcedores têm que ter visão total da pista.Na nota, a RioUrbe acrescenta que, "além da readequação dos serviços, também serão necessários equipamentos especiais como guindastes com capacidade para 550 toneladas para o içamento e montagem da estrutura metálica da cobertura". "Esses itens não estavam previstos no projeto básico", informa a empresa.Embora não tenha dado detalhes da obra, a RioUrbe afirma que as mudanças vão gerar, por exemplo, um acréscimo no volume do concreto estrutural. "O volume deste concreto era inicialmente de 38.928 m3, e passou para 55.686 m3", ou seja, 43% a mais.A construção do estádio João Havelange é cercada de polêmica. Em 2004, a Folha revelou que o contrato de cessão do terreno onde está sendo erguido o estádio desrespeitou a lei complementar estadual número 8 (1977), que dispõe sobre o regime jurídico dos bens imóveis do Estado do Rio. Em 30 de abril de 2003, o Estado cedeu ao COB, por 25 anos prorrogáveis por 25, o terreno de 175 mil m2 no Engenho de Dentro (zona norte), que abrigará o estádio. A cessão foi assinada pela governadora Rosinha Matheus (PMDB), mas o artigo 40 da lei complementar de 77 permite a cessão por até dez anos, e não 25.O texto do artigo afirma que "o Poder Executivo poderá ceder, mediante remuneração ou encargo, o uso de imóveis do Estado, pelo prazo máximo de dez anos, à pessoa jurídica de direito privado de relevante valor social", caso em que se enquadra o COB.Para dar aval ao acordo, o governo se baseou na lei estadual ordinária número 3.984, de 11 de outubro de 2002. A norma, assinada pela então governadora Benedita da Silva, repassava a área por 25 anos ao COB para abrigar o Centro Olímpico de Desenvolvimento de Talentos --o projeto está arquivado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

‘Balança’, mas não cai Construções em torno do Engenhão

15/8/2007 02:31:00
‘Balança’, mas não cai Construções em torno do Engenhão, que já teve dois muros derrubados pelo vento, ficam intactas.
Vizinhos ironizam obra

Bianca Lopes e Mahomed Saigg

Rio - Construído com a promessa de ser um dos mais modernos e sofisticados complexos esportivos do País, o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, virou alvo de ironia entre vizinhos. Casas construídas há 40 anos ficaram com seus muros intactos enquanto dois da instalação mais badalada do Pan vieram abaixo com ventos de até 64 km/h. O último desabou sábado.
“Moro aqui há 45 anos e já presenciei ventos muito mais fortes que os de sábado. ”É inaceitável uma ‘brisa’ derrubar um muro, protestou o presidente da Associação de Moradores do Entorno do Engenhão (Amete), Aníbal Antunes. Até a abandonada Igreja de São Pedro, que fica no alto da Rua Guilhermina, resistiu à ventania. Anibal vive em casa na Rua das Oficinas, colada ao Engenhão. “Moro tão perto do estádio, que se esse muro cair derrubará o meu”, crê.
Irreverente, a estudante Paloma Bengaly, 18, parodiou música de Ivete Sangalo. “Poeira, poeira, o muro levantou poeira!”, cantou a jovem, que vive em vila na Rua José dos Reis. Apesar das brincadeiras, os moradores estão preocupados. “Essas quedas são um mau sinal”, afirmou a comerciante Ione da Silva, 47, que mora na Rua Doutor Padilha.

ISOPOR NO MURO

Ontem, engenheiros da Secretaria Estadual de Transportes inspecionaram muro que divide o Engenhão e a Escola Técnica Estadual de Transporte Engenheiro Silva Freire. A estrutura tem várias frestas preenchidas por isopor mas, segundo eles, precisa ser interditada. Os engenheiros, no entanto, decidiram encaminhar ofício à prefeitura, solicitando garantias de que o muro não corre risco de desabar.
“Não existe perigo iminente aqui. As folhas de isopor só foram colocadas por uma questão de estética”, afirmou o engenheiro Clodoveu Ourique Rodrigues. Já o engenheiro Gilberto Filizola, especialista em estruturas, discorda: “O isopor deve ser substituído por silicone ou borracha. Serve para evitar acúmulo de materiais indevidos e infiltrações”.
Em nota, a construtora Odebrecht informou que as rachaduras encontradas nas rampas de acesso ao estádio apareceram em “em função da variação térmica”.

domingo, 12 de agosto de 2007

Muro interno do estádio João Havelange desaba sem deixar feridos

Muro interno do estádio João Havelange desaba sem deixar feridos

Agência Brasil-jbonline

RIO - Um muro interno, de aproximadamente 15 metros, na área Leste do estádio olímpico João Havelange, o Engenhão, na zona norte, desabou na tarde deste sábado, sem deixar feridos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, o muro fica junto a uma rampa de acesso interna e divide as pistas de atletismo e futebol, numa área usada para aquecimento dos atletas. A prefeitura do Rio já notificou o consórcio Engenhão, responsável pela construção do estádio, formado pela OAS e Norberto Oldebrecht.
A assessora da prefeitura, Caroline Neves, disse que a queda do muro não vai atrapalhar as competições do Parapan que serão disputadas no estádio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os fortes ventos que atingem a cidade desde o início da tarde, teriam provocado o desabamento do muro.
O Instituto Nacional de Meteorologia informou que as rajadas de vento chegaram a atingir mais de 60 quilômetros horários, em conseqüência da entrada de uma frente fria vinda de São Paulo.
Na ponte Rio- Niterói, altura do central, os ventos chegaram a soprar entre 40 e 50quilômetros por hora, mas de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, não houve necessidade de fechamento da ponte, porque a ventania diminuiu de pico e no momento o tráfego é normal nos dois sentidos.
A ventania provocou mais problemas nos bairros da zona norte, principalmente no Méier, Água Santa, Engenho de Dentro e Abolição, onde várias árvores foram arrancadas com a força do vento e deixaram diversos bairros sem luz.
[ 19:03 ] 11/08/2007