16/8/2007 17:34:00 -odiaonline
Bernardinho encerra o assunto sobre o corte de Ricardinho na seleção
Rio - Nesta quinta-feira, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol Saquarema, os jogadores da Seleção Brasileira Masculina de Vôlei receberam um dvd com uma mensagem do técnico Bernardinho, que está em Manaus para a disputa da Copa América e sem os principais jogadores brasileiros. No vídeo, o comandante deseja que o assunto sobre o corte do levantador Ricardinho não seja mais comentado entre os jogadores.
Estiveram no auditório os jogadores Giba, Gustavo, Sérgio, Dante, Anderson, André Nascimento, André Heller, Marcelinho e Rodrigão, além de parte da comissão técnica: o assistente técnico Ricardo Tabach, o preparador físico José Inácio e o fisioterapeuta Guilherme Tenius, o Fiapo, já que os demais integrantes estão em Manaus.
O grupo treina para o Sul-Americano, em setembro, no Chile, classificatório para a Copa do Mundo, em novembro, no Japão, onde estarão em jogo três vagas para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
A MENSAGEM DE BERNARDINHO:
"Estou em Manaus neste momento, disputando a Copa América, e eu queria que fosse a última vez em que tocássemos nesse assunto, envolvendo essa questão do Ricardinho, da Seleção e a mim. Eu lamento que isso esteja acontecendo porque sempre falamos que resolveríamos nossos problemas internamente, em qualquer tipo de contestação ou discussão, já que resolver qualquer questão pela imprensa levaria a um afastamento ainda maior. Essa não era a minha tentativa e certamente não era a dos jogadores. Eu lamento também que o lançamento do livro do Ricardo foi usado para trazer à tona mais uma vez o problema, sem nenhum fato novo, simplesmente tentando gerar um interesse ainda maior.
Acho que ele está sendo mal orientado por pessoas que conhecem pouco o nosso trabalho, a nossa história. E também lamento muito o fato de ele, de certa forma, renegar esse grupo que está junto há sete anos, a chamada família, que tem os seus problemas, como tem umas série de qualidades e uma trajetória fantástica. Lamento que ele tenha renegado isso tudo. Ele foi um dos construtores, um dos pilares desta família. Realmente lamento que ele tenha renegado isso.
É uma grande desilusão, particularmente acho lamentável esse fato. Mas volto a dizer: Ele sabe os motivos da minha decisão. Uma série de coisas que nos afastaram cada vez mais daqueles que eram nossos princípios, que são essenciais para o nosso trabalho. Uma conduta não condizente com aquilo que nós acreditamos que deve ser a nossa conduta dentro do nosso projeto. Mas é como nós sempre dissemos: Qualquer passo, qualquer sinal no sentido de uma reaproximação será sempre bem vindo. Mas é difícil você querer se reaproximar quando as pessoas te acusam de ter programado, planejado. Coisas que jamais aconteceram. Volto a dizer: Nós temos agora é que focar no trabalho.
Esse é um momento de questionamento, de assumir as responsabilidades e pensar um pouco nos erros cometidos, também nos acertos e tentar construir algo ainda mais forte para o futuro. Essa continua sendo a minha vontade e a nossa missão. Construir algo ainda mais forte no futuro, acreditando num projeto coletivo e querendo dar a mão aos que estiveram sempre conosco nesses anos todos. Isso é o que eu gostaria de dizer para tentar finalizar esse assunto, mantendo a nossa crença de que nossos problemas sejam resolvidos internamente, para que daqui a 10 anos possamos nos reencontrar, celebrando as relações. Não só as conquistas que tivemos, mas as relações que nós construímos. Sigamos em frente e vamos buscar aquilo que queremos, trabalhando com seriedade, sendo um time e acreditando naquilo que nós demonstramos até hoje ser importante".
Após a veiculação das palavras de Bernardinho, Giba destacou que e concordou que o assunto deve ser finalmente encerrado.
"Temos que colocar um ponto final nisso tudo. Estamos aqui trabalhando e as coisas continuam sendo discutidas. Eu fiquei duas semanas conversando com o Ricardo e as coisas que foram ditas ao longo desse tempo, desde o corte dele até ele ter se pronunciado, eram 95% erradas. Acho que foram colocadas coisas sobre prêmios e, até então, resolvíamos isso entre a gente, de um modo correto, certo. O dinheiro foi o motivo em que outras gerações caíram, não só no voleibol como em todos os esportes. A gente nunca teve esse problema e é um ponto muito positivo dentro dessa família. A família sempre houve, porque se não tivesse, não estaríamos onde estamos agora. Acho que o melhor é o grupo completo falar sobre todas essas questões. O motivo do corte e tudo o que aconteceu diz respeito a gente. Somos jogadores e temos um chefe, que é o Bernardo, junto com a comissão técnica", disse Giba.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Para Giba, técnico acertou ao cortar Ricardinho do time
16/08/2007 - 17h27-uol/Da Redação Em São Paulo
Para Giba, técnico acertou ao cortar Ricardinho do time
Os jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei rebateram nesta quinta-feira as declarações que o levantador Ricardinho fez durante o lançamento do livro sobre a sua carreira, nesta quarta. Em entrevista coletiva realizada no centro de desenvolvimento do vôlei, em Saquarema (RJ), os atletas tentaram esgotar o assunto, mas acabaram mostrando que a situação ainda está muito mal resolvida.
Giba dá seu veredicto sobre o corte: "achei que a hora certa a ser feito era essa"
O ponteiro Giba, que assumiu o posto de capitão depois do corte de Ricardinho, às vésperas da estréia do Brasil no Pan-Americano, defendeu a decisão do técnico Bernardinho. "Faz três noites que eu não durmo me questionando: Era a hora certa ou não era a hora certa? Eu, como o Bernardo, achei que a hora certa era essa", afirmou o atacante, ao analisar o momento da dispensa do jogador. Apontado como um dos grandes amigos de Ricardinho na seleção, Giba acredita que as afirmações do levantador não correspondem realmente ao que ele pensa e, por isso, aposta que o pacto de manter o grupo até as Olimpíadas de Pequim está mantido. "Conhecendo o Ricardo do fundo do coração, acho que nada esteja quebrado para ele. Ele está com a cabeça quente, chateado, magoado. É aquele negócio: o animal acuado é o pior bicho que tem."Apesar de toda a polêmica, o atacante ressalta que a amizade permaneceu. "Continuo falando com ele, continuo conversando com ele. Passei uma hora e meia conversando com a mulher dele pelo telefone. Falei com ele quatro ou cinco vezes. Enfim, conversamos sobre todas as coisas que tinham acontecido, sobre a minha opinião, como a gente sempre conversou."Tanto Giba como o técnico Bernardinho acreditam que Ricardinho está sendo mal orientado na condução do problema. "O Ricardo ainda está bastante chateado com tudo o que está acontecendo. Mas acho que ele está sendo mal assessorado para falar essas coisas. Ele foi e é como cada um que está aqui dentro. Ele fez parte disso tudo e ajudou a construir essa casa", disse o atacante. Bernardinho, que comanda uma seleção de novatos na disputa da Copa América, em Manaus, enviou um vídeo para Saquarema. Nele, o treinador afirmou ter ficado chateado com as declarações do levantador. "Eu lamento que o lançamento do livro do Ricardo foi usado para trazer à tona mais uma vez o problema, sem nenhum fato novo, simplesmente tentando gerar um interesse ainda maior. Acho que ele está sendo mal orientado por pessoas que conhecem pouco o nosso trabalho, a nossa história", disse. "Também lamento muito o fato de ele, de certa forma, renegar esse grupo que está junto há sete anos, a chamada família, que tem os seus problemas, como tem umas série de qualidades e uma trajetória fantástica. Ele foi um dos construtores, um dos pilares desta família. É uma grande desilusão, mas ele sabe os motivos da minha decisão", acrescentou.
Para Giba, técnico acertou ao cortar Ricardinho do time
Os jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei rebateram nesta quinta-feira as declarações que o levantador Ricardinho fez durante o lançamento do livro sobre a sua carreira, nesta quarta. Em entrevista coletiva realizada no centro de desenvolvimento do vôlei, em Saquarema (RJ), os atletas tentaram esgotar o assunto, mas acabaram mostrando que a situação ainda está muito mal resolvida.
Giba dá seu veredicto sobre o corte: "achei que a hora certa a ser feito era essa"
O ponteiro Giba, que assumiu o posto de capitão depois do corte de Ricardinho, às vésperas da estréia do Brasil no Pan-Americano, defendeu a decisão do técnico Bernardinho. "Faz três noites que eu não durmo me questionando: Era a hora certa ou não era a hora certa? Eu, como o Bernardo, achei que a hora certa era essa", afirmou o atacante, ao analisar o momento da dispensa do jogador. Apontado como um dos grandes amigos de Ricardinho na seleção, Giba acredita que as afirmações do levantador não correspondem realmente ao que ele pensa e, por isso, aposta que o pacto de manter o grupo até as Olimpíadas de Pequim está mantido. "Conhecendo o Ricardo do fundo do coração, acho que nada esteja quebrado para ele. Ele está com a cabeça quente, chateado, magoado. É aquele negócio: o animal acuado é o pior bicho que tem."Apesar de toda a polêmica, o atacante ressalta que a amizade permaneceu. "Continuo falando com ele, continuo conversando com ele. Passei uma hora e meia conversando com a mulher dele pelo telefone. Falei com ele quatro ou cinco vezes. Enfim, conversamos sobre todas as coisas que tinham acontecido, sobre a minha opinião, como a gente sempre conversou."Tanto Giba como o técnico Bernardinho acreditam que Ricardinho está sendo mal orientado na condução do problema. "O Ricardo ainda está bastante chateado com tudo o que está acontecendo. Mas acho que ele está sendo mal assessorado para falar essas coisas. Ele foi e é como cada um que está aqui dentro. Ele fez parte disso tudo e ajudou a construir essa casa", disse o atacante. Bernardinho, que comanda uma seleção de novatos na disputa da Copa América, em Manaus, enviou um vídeo para Saquarema. Nele, o treinador afirmou ter ficado chateado com as declarações do levantador. "Eu lamento que o lançamento do livro do Ricardo foi usado para trazer à tona mais uma vez o problema, sem nenhum fato novo, simplesmente tentando gerar um interesse ainda maior. Acho que ele está sendo mal orientado por pessoas que conhecem pouco o nosso trabalho, a nossa história", disse. "Também lamento muito o fato de ele, de certa forma, renegar esse grupo que está junto há sete anos, a chamada família, que tem os seus problemas, como tem umas série de qualidades e uma trajetória fantástica. Ele foi um dos construtores, um dos pilares desta família. É uma grande desilusão, mas ele sabe os motivos da minha decisão", acrescentou.
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